Feliz... Adaptado... Produtivo... Um pássaro numa gaiola a antibióticos...
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quarta-feira, janeiro 07, 2009

De pequenino...

Dirão porventura os mais exagerados que “é uma coisa que acontece a todos”, dirão os mais amáveis que “não é razão para preocupações, até porque toda a gente sabe”, dirão mesmo os mais optimistas, “até acaba por ser útil”, mas a grande verdade é que é uma experiência traumática.

Recordo-me vagamente de uma dessas sessões de natação, em que as meninas desfilam de maillot e os rapazes exibem orgulhosamente a sua tanguinha. Orgulhoso filho varão, galã e namoradeiro, tinha por objectivo impressionar a populaça feminina que se banhasse nas proximidades.

O verdadeiro artista sabe que há cenas podem fazer ou destruir um filme, e como tal, ousado por natureza, não dando ouvidos à razão que me recomendava que não me banhasse no frio gélido das águas tratadas a cloro, mergulhei e preparei-me para emergir qual pequeno Adónis, pronto para receber humildemente os elogios rasgados e sorrisos marotos do sexo fraco.

O deslumbre que planeava causar no sexo oposto, deu lugar ao terror que transpareceu na minha face, os elogios transformaram-se em comentários perniciosos, os sorrisos em gargalhadas maldosas. A água fria, tinha feito mais uma vítima.


terça-feira, março 18, 2008

Bimbólicas

Em simultâneo com a minha decisão de me transferir para a Bélgica, resolvi apostar na aquisição de uma Bimby.

Para os menos atentos às dinâmicas do mercado, estou a falar de um utensílio de cozinha que corta, pica, moi, cozinha, mistura, mexe, enfim... faz um pouco de tudo, e permite que eu faça o menos possível, conseguindo ainda assim resultados bastante satisfatórios.

Em anexo com a dita geringonça, vem um prático livro de receitas adaptado ao funcionamento da máquina.

Não obstante a evidente qualidade da peça e do seu anexo, desagrada-me um pouco que as receitas se refiram sempre a uma “leitora”.

Após meditar um pouco mais no entanto, pergunto-me quem é que se deverá sentir mais insultado:

1. Eu, porque comprei uma coisa para mulher;
2. As mulheres, pelo evidente estereótipo.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Caça-fantasmas

Quem no decorrer da sua semana dedicar algum tempo ao denominado zapping, poderá por vezes deparar com pequenos tesouros (ou tesoiros) da cultura ocidental. Esse achado fortuito é no entanto pouco frequente, sendo bastante mais provável encontrarmos grandes doses de quinquilharia.

Uma dessas doses de quinquilharia dá pelo nome de Ghost Whisperer, na versão original, ou pelo nome de Entre Vidas, na SIC, ou Em Contacto, na FOX. O facto de a série ter vários nomes diferentes tem unicamente a ver com o facto de que o nome, as personagens ou mesmo a história pouco interessam para a audiência.

Para os menos atentos, esta séria conta com Jennifer Love Hewit no papel principal, e narra a história de uma moça que tenta conciliar uma vida profissional, social e amorosa com o facto de ser capaz de ver pessoas... mortas.
Aqui, e à semelhança de um filme porno, onde à falta de enredo nos é fornecido em alternativa um pretexto para que adultos façam sexo por dá cá aquela palha, esta série pouco mais é do que uma série de personagens e diálogos pouco elaborados que justificam que possamos observar (em diversas peças de roupagem diferentes) o decote da actriz principal durante 20 minutos sem nos sentirmos demasiados culpados.

O processo de interiorização da série é semelhante ao de um desastre rodoviário, onde vamos a passar por acaso e inconscientemente abrandamos só para ver se por acaso não haverá algo mais para ver.

Cuidado, é viciante...

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Mulheres, ai, ai, ai!

Longe vão os tempos da sensibilidade e do bom senso, substituídos que foram pela falta de respeito e pelo egoismo.

Não me tenho por uma pessoa quezilenta e implicativa, antes sim por um rapaz de boa cepa, educado e compreensivo. Contudo por vezes não consigo deixar de sentir indignação face a atitudes menos próprias e/ou menos civilizadas.

Não mais consigo calar a minha revolta, e peço que se juntem a mim num grito unissono de revolta:

Mulheres:
1. Parem de fechar a tampa da sanita! Dá trabalho levantá-la de cada vez que tenho que dar uma mijinha!
2. Parem de nos passar à frente nas nas escadas, nos elevadores, e em todo e qualquer tipo de entrada que apenas dá para uma pessoa!
3. Parem de se servir antes de nós! Ficam sempre com as melhores partes!
4. Parem de começar a comer antes de nós! Ou então despachem-se a começar, que a malta tem fome!



Como diria o outro, se foi necessário uma votação para que as mulheres tivessem direito a votar, como raio é que os homens perderam essa eleição...?!

quarta-feira, setembro 06, 2006

O peso da moda

Um pouco à semelhança de um reflexo, é meramente involuntário que, na presença de um elemento do sexo feminino - cuja condição física se encontra muitos quilos acima do peso adequado à sua estrutura óssea - a observar uma montra da H&M composta exclusivamente por manequins em mini-mini-saia, me ressalte ao espiríto o seguinte pensamento:

“Por favor... não...”