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segunda-feira, setembro 25, 2006

O Nascer do Sol

Com o objectivo de suprir de uma vez por todas uma necessidade latente da nossa sociedade, o mundo dos media passou a acolher mais um semanário generalista: O Sol.

Qualquer comparação ao Expresso ou ao Independente terá um final pouco feliz. Desde já desengane-se, porque este jornal destaca-se em todos os sentidos.

1. Como não mencionar o seu inovador logotipo, que não só parece que acabamos de comprar uma brochura de férias, como ainda somos presenteados com a notícia que este muda de cor consoante a estação do ano. Isto é algo que muito sinceramente já fazia falta num jornal, e não vejo como pudemos passar sem isso até agora.

2. Folheando o recém-chegado, desde logo temos a possibilidade de observar tudo aquilo que temos perdido na nossa vida, sim porque 2/3 deste jornal é composto por publicidade variada, fazendo-me pensar se não haverá aqui estratégia escondida para fazer concorrência ao Dica da Semana.

3. Mais umas páginas e rapidamente chegamos ao verdadeiro apogeu da informação ao lermos o artigo do adolescente que escreve sozinho o jornal da terra, para uma audiência média de 40 leitores. Penso que era dificil imaginar uma história melhor que esta num jornal que sai de 7 em 7 dias, acontece pouca coisa numa semana. Como raio farão os diários, é algo que me escapa...

4. É preciso esperar pelo fim do jornal para dar de caras (e com a cara) com a coluna do professor Marcelo (coincidência, chama-se Blogue), onde num relâmpago de genialidade afirma que o Expresso é que é concorrente do Sol, e não o contrário. Não satisfeito, conta-nos as suas peripércias por essas praias fora, e claro está, o bom que é de saber que o Francisquinho (neto do prof. Marcelo) não aprecia bolos, ainda que a Teresinha já lhe vá tomando o gosto. Isto sim, é informação.

5. A fechar em beleza, descontente com uma notícia sobre si, Isaltino Morais referiu-se à 1ª edição deste supimpa semanário como um pasquim vendido ao poder instalado, ao que o Sol respondeu com uma queixa em tribunal por difamação. O que faz sentido, porque isto de fazer acusações sem base de sustentação, espalhar boatos e afins é tarefa reservada apenas aos jornalistas e semanários pasquins.

Não sei se é do aquecimento global, mas o nascer do Sol está longe de ser aquilo que apregoam.

1 comentário:

Cláudia disse...

Só falta dizeres...quem dera ao Sol ser o Metro semanal!